Ensaios de literatura, filosofia, cultura, geopolítica, poder e decadência da civilização ocidental.

O Senso Incomum é uma newsletter criada por Flavio Morgenstern para textos, pensamentos provocativos e análises mais esmiuçadas sobre problemas do mundo contemporâneo, que praticamente sempre foram resolvidos de maneira mais soberna pelos antigos – e lamentavelmente esquecidos.

Em um mundo atolado em notícias, picuinhas de redes sociais, frivolidade e imediatismo, saímos do modelo "site de comentários" para o de newsletter justamente buscando um refúgio para aqueles interessados em grandes leituras, em ocupar o tempo com obras, autores e discussões apartadas do ruído estrepitoso e inútil das conversas hodiernas.

Na verdade, o Senso Incomum foi criado em setembro de 2015 por Flavio Morgenstern com a proposta de ser um portal de ideias provocativas, abarcando tudo aquilo que fosse capaz de instigar reflexões e de fazer o leitor pensar um pouco fora das caixinhas pré-determinadas, um canto de sereia tentador o suficiente para fazer com que as pessoas mais inteligentes do mundo caiam em sua tentação – que dirá nosotros, comuns mortais.

O site teve uma proposta arriscada para os tempos de redes sociais, cliques rápidos e atenção dispersa: apostar em textos mais densos, análises detalhadas, conhecimentos que exigem alguma paciência e dedicação da parte do leitor. Desnecessário dizer que nosso modelo nem sempre foi feliz no mar caudaloso de conclusões instantâneas que se tornou a internet na última década.

Por alguns anos, tentamos contornar este problema com uma segunda aposta, ainda mais arriscada: comentar as notícias recentes, tentando fazer com que o leitor conhecesse o nosso site pelas notícias, e acabasse "permanecendo" para as análises mais minuciosas, que nem sempre dependem do próprio ambiente político – bem pelo contrário, as notícias sempre funcionaram para nós como uma desculpa para falar de cultura, livros, literatura, filosofia, história, religião e as verdadeiras instâncias onde ocorrem as grandes questões da humanidade.

Criamos muito além do site. Como o Guten Morgen, um podcast que se tornou icônico entre os ouvintes no Brasil, o nosso curso sobre a Primeira Guerra Mundial – assunto que sempre retorna ao tentarmos explicar algo sobre o mundo atual – e também a Formação Senso Incomum, nossa plataforma com cursos dos assuntos que acreditamos fazerem falta em nossa própria formação intelectual ou acadêmica.

Isto sem falar em parcerias maravilhosas, como projetos de palestras, como as incontáveis participações de Flavio Morgenstern na Jovem Pan, o trabalho na Revista Oeste e Gazeta do Povo, grandes debates e convites para podcasts, incluindo alguns dos maiores do Brasil, o Inteligência Ltda de Rogério Vilela, Os Sócios de Bruno Perini, ou o RedCast, e também grandes outros excelentes programas, como o Pela Fechadura, de Ricardo Ventura, o Caravelas do professor Marcelo Andrade, o Beyond The Cave de Regis Rodrigues e o TubaCast do Engenheiro Léo. Isto sem falar em tantas palestras e debates em univerdades: USP, UFABC, UFAL, Mackenzie e afins.

A política é apenas um reflexo pálido da cultura

Entretanto, por alguns anos, nosso projeto foi encarado como "um site de política", categorização forçada que sempre repudiamos. Infelizmente, demoramos a notar que o modelo de "chamar atenção por textos políticos curtos" simplesmente não funcionava no reino das mudanças de algoritmos das redes sociais. O ambiente social e as mudanças de conteúdo que eram favorecidos principalmente a partir de 2016 acabaram por nos deixar perdidos e soterrados em meio a muitas pessoas que só nos buscavam como uma validação política (ou, heu me miserum, partidária), sem nenhum interesse em estudos, em livros, em conhecimentos além de meia dúzia de palavras grandiosas, utilizadas quase sempre erroneamente.

Tal marca nos colocou inclusive na mira de ditadores, muitos deles encalacrados em escândalos de corrupção até as narinas, o que nos fez ancorar o projeto, ao menos como site, desde 2022.

Mais do que tudo, tínhamos uma dificuldade interna, que às vezes parecia infranqueável: enquanto nos enxergávamos como um projeto cultural, interessados em filosofia, literatura, grandes livros e aprendizados de priscas eras, boa parte do público estava interessada unica e exclusivamente em discussões comezinhas sobre política.

Enquanto tentávamos falar sobre Shakespeare analisando o poder ou a crise da linguagem, sobre Homero e a inteligência da artimanha ou a origem do woke dentro da filosofia do estruturalismo, sobre a imaginação moral dentro da obra de Dostoiévski ou os descaminhos globais pós-Tratado de Versailles, sobre a Geworfenheit na obra de Martin Heidegger ou a abolição do cristianismo no âmbito cultural em filmes e livros, muito do nosso público só queria saber se iríamos fazer campanha para este ou aquele candidato. Boring.

Após muitos estudos refletindo sobre como retomaríamos a parte escrita de nosso projeto, acabamos optando por uma newsletter cultural. Há poucas newsletters no Brasil, sabemos, o que é uma vantagem e uma desvantagem: apesar de ser um modelo ainda pouco utilizado, ao menos podemos escapar das eternas, repetitivas e estúpidas discussões das redes sociais, permitindo-nos focar nossos esforços naquilo que a humanidade tem de melhor a ser aprendido, analisado, conversado e desenvolvido.

Para nos manter e sobrevivermos, contamos portanto com sua assinatura. Assim podemos nos dedicar não a notícias, mas àquilo que realmente move o mundo: as grandes idéias, os grandes pensamentos, os grandes autores.

Acesse todo o nosso conteúdo

Alguns textos de nossa newsletter estão disponíveis no site para todos. Outros, um pouco mais densos, estão disponíveis para aqueles que se inscreverem na newsletter, podendo ser lidos tanto pelo nosso site quanto pelo e-mail.

Nossa jóia da coroa, entretanto, fica para nossos leitores premium, com textos mais sérios, profundos, trabalhados – praticamente como capítulos de livros. O leitor que investir R$ 15 por mês – praticamente o preço de uma revista há mais de 15 anos – vai manter este projeto no ar, e receber nossas análises culturais mais densas.

Textos para leitores sérios

Lembrando que nosso objetivo nunca é descer ao nível do noticiário pedestre, e nem fingir viver no éter vaporo das nuvens acima das torres de marfim do academês. Nossa missão cultural é utilizar os grandes autores, pensamentos e livros justamente para entendermos melhor a realidade circundante.

É utilizar Aristóteles para entender a União Européia. É ler Cervantes buscando um novo ethos público para o século XXI. É tentar esmiuçar a origem do sistema bancário moderno lendo Dante e Boccaccio (ambos tinham inimigos que criaram o modelo financista atual). É perceber que Thomas Mann já possuía uma crítica ao modelo de expansionismo russo, ou que T. S. Eliot já havia feito a maior crítica à geração Tinder que podemos conhecer.

Encontre pessoas como você

Um princípio que sempre levamos muito a sério é o de idem velle, idem nolle, associada ao poeta Salústio, definida como o propósito da amizade por São Tomás de Aquino e popularizada no Brasil pelo filósofo Olavo de Carvalho. Querer o mesmo, não querer o mesmo.

Fazer parte do Senso Incomum, em nossa newsletter, acompanhando-nos nas redes sociais, em nossos vídeos ou também em nossos cursos, é fazer parte de uma comunidade que quer escapar do burburinho das redes e ler e conversar sobre os temas que realmente importam.

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